Embriologista discute reprodução assistida em aula magna de Biomedicina

Reprodução Assistida foi tema de evento na UNIPAC

Palestra foi ministrada pela Dra. Juliana Polisseni em aula magna do curso de Biomedicina

O início do segundo semestre letivo do curso de Biomedicina foi marcado pela aula magna promovida pela Liga de Biomedicina da UNIPAC. No dia 22 de agosto, o grupo levou ao Auditório Unipac do campus Granjas Betânia uma palestra sobre Reprodução Assistida, ministrada pela embriologista Dra. Juliana Polisseni. O tema se destaca no cenário brasileiro e mundial devido a mudanças nas configurações familiares.

A Reprodução Assistida

Reprodução Assistida é o nome que se dá às técnicas utilizadas para a reprodução humana. No Brasil, entre 2011 e 2017, foi registrado o aumento de 168,4% na prática. Os dados são dos relatórios do Sistema Nacional de Produção de Embriões (SisEmbrio), elaborado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

De acordo com a Dra. Juliana, um dos principais fatores que contribui com este aumento é a resolução do Conselho Federal de Medicina, aprovada em 2017. “Casais homoafetivos e mulheres que querem gerar seus filhos de forma independente são novos perfis de família contemplados na nova resolução. ”, afirma a embriologista. Além disso, a atuação das mulheres no mercado de trabalho também contribui para o aumento da prática, pois parte delas têm escolhido priorizar a carreira profissional e serem mães mais tarde. Para isso, recorrem à técnica de congelamento de óvulos.

Avanços tecnológicos

Altas tecnologias têm sido desenvolvidas para a Reprodução Assistida desde o nascimento do primeiro bebê concebido por fertilização in vitro, em 1978, na Inglaterra.  De acordo com a Dra. Juliana, atualmente, destacam-se os avanços nos testes genéticos aplicados nas clínicas de Reprodução Assistida, que permitem que os embriões sejam transferidos sem alteração do número de cromossomos e doenças autossômicas. Ainda há o uso de um novo tipo de estufa para cultivo dos embriões: o time lapso que, segundo a doutora, “permite acompanhar o desenvolvimento embrionário em tempo real”. Um terceiro avanço tecnológico é a seleção de embriões com maior probabilidade de gerar uma gestação de feto único. Os ciclos realizados com um embrião aumentaram 50%, segundo dados do último Registro Latino-americano de Reprodução Assistida (REDLARA), divulgado em 2017.